Lutar contra a maré dos instintos é uma batalha perdida por excelência. Chega um momento em que o estoque de perdão acaba, a cota de relevância chega ao fim e paciência você nem se lembra mais o que significa. Pois bem, não se acanhe. Afinal, somos todos tentados pelo lado negro da força quando escutamos a marcha imperial e andamos entre os mortais. Não existem regras por aqui. Entre e venha festejar conosco a inveja, a intolerância e a incompreensão!

3 de mai de 2011

OBAMA X OSAMA...


"Olho por olho e o mundo acabará cego...".

Mahatma Gandhi (1869-1948)
Advogado e Pacifista indiano

              O planeta Terra todo sabe que os Estados Unidos se sentem os donos do universo e que os seus governantes – em sua maioria – não respeitam nenhum outro país, nenhum outro governo, nenhuma outra cultura, nenhum um outro povo. Não respeitam nada. São governantes gananciosos, desumanos, beirando, muitas vezes, à crueldade, nunca prevendo as consequências dos seus atos. Eu, particularmente, por não ser a favor de atos terroristas – não importa a sua manifestação –, não defendo, portanto, que terrorismo seja combatido com terrorismo, que é o que os Estados Unidos também fazem quando os seus interesses escusos estão em jogo. Sem falar que fazer justiça com as próprias mãos nunca levou ninguém a lugar nenhum nem a nada. 
Digo isso porque, também é de conhecimento mundial, neste domingo, 1° de maio, o presidente norte-americano Barack Obama e os seus aliados de plantão tanto fizeram que, em um gesto extremado de vingança, puseram termo à vida do islâmico Osama Bin Laden (1957 - 2011), acusado de ter autorizado os atentados cometidos pela al-Qaeda contra os Estados Unidos no dia 11 de setembro de 2001. Sem querer filosofar, o meu receio é que, como toda vingança pode ser de mão dupla e vir a galope... Obama perdeu o juízo? Afinal, com o seu gesto, mexeu em um ninho de vespas, pondo em risco, de maneira irresponsável, a vida da população norte-americana. De repente, até, a de outros povos também. Sei não, mas nada justifica um gesto de violência, que é insana... 


Por Nathalie Bernardo da Câmara 
Jornalista

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